Allan, o volante que venceu a depressão
O caso da ascensão recente de Allan, volante do Fluminense, é um grande exemplo de como um treinador pode influenciar na evolução de um jogador entendendo seu psicológico.
Quem conhece a história do atleta, nem imagina que hoje ele poderia estar sendo convocado para amistoso da seleção brasileira pré-olímpica, apesar do talento aparente.
Em 2015, da base do Internacional, Allan foi vendido ao Liverpool, da Inglaterra. Nos Reds, não chegou a atuar por não ter visto de trabalho para jogar na Inglaterra.
De lá, passou por vários empréstimos: Finlândia, Bélgica, Berlim (Alemanha), Chipre e o último e mais complicado: Eintracht Frankfurt, na Alemanha.
Em Frankfurt, o volante tricolor pensou em desistir. Em entrevista ao Esporte Espetacular, chegou a dizer que era humilhado, ao ponto de alguns não darem a mínima atenção para atletas como pessoas. Ele ficava em casa, sem ânimo para fazer aquilo que mais amava.
A depressão atacou Allan, assim como o faz com vários jogadores que encontram a tristeza no futebol. Aquilo que era o grande sonho e motivo de sua trajetória de vida, se tornou o seu desânimo. O universo do futebol, mais uma vez, deixou de levar em consideração que um jogador também sente e sofre.
Mas neste ano, o Fluminense acertou o empréstimo do jogador. Com o treinador e psicólogo Fernando Diniz, Allan encontrou uma nova casa, com espaço para retomar o bom futebol e a felicidade.
Para Allan, Diniz foi como um pai, que o escutou e o aconselhou diretamente. Isso mostra como é importante ter num clube um treinador com capacitação para entender o pilar mental do jogador e as suas vulnerabilidades.
O técnico é uma figura de referência em campo e deve ser fora também. O contato direto dele com o departamento de psicologia é essencial para que o planejamento humano do elenco funcione. Isso se complementa ainda mais quando um treinador, como Fernando Diniz, que estudou psicologia, atua diretamente com a preocupação de entender o que o profissional está sentindo.
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