Eu nunca fui fã de super heróis
Os super heróis possuem uma função importante nas sociedades.
Ele inspiram crianças ao redor do mundo, pregam ideologias, morais, ética e, o mais importante, salvam vidas.
Afinal, se não para isso, para que existiriam, certo?
Na ficção a salvação é direta. Na vida real, eles servem como símbolo de uma esperança.
Isso é bom, não nego, mas nunca fez sentido para mim.
Na minha infância, super heróis nunca passaram de personagens, nunca acreditei que eles pudessem ser reais ou que pudessem influenciar em algo na minha vida.
Não é como se eu não precisasse de uma gota de esperança e vislumbrasse o heroísmo fantástico.
Talvez até tenha faltado.
Mas eu não fui a criança que lia quadrinhos ou que realmente se importava muito com Super Homem ou Capitão América.
Eram só outros dentre muitos desenhos.
Nunca gostei muito dos heróis da Marvel.
Nunca gostei muito dos heróis da DC.
Até vi uns filmes legais, mas nunca vou entrar nessa discussão interminável.
Porém, eu vi um filme de super-herói que gostei: Kickass.
Um filme de humor, mas com uma mensagem no final: os heróis da vida real são policiais.
É, eram pra ser. Muito bonita a mensagem.
Mas eles não são. Talvez boa parte sejam, mas esses não são os meus heróis e faz tempo que eu percebi isso.
Eu entraria no mérito, mas esse não é um texto político.
Queria falar dos heróis.
Super-herói, por significado, para mim, sempre foi o lugar para onde eu voltaria.
O lugar onde eu me sentiria acolhido, abraçado. Onde tudo estaria “bem”.
Talvez isso possa significar, um dia, ser o herói de alguém. O super.