RN Game #01 — Kawaii Deathu Desu

Marcus Arboés
4 min readOct 31, 2019

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Esse é o primeiro texto de um projeto que eu estou começando aqui no Medium.

Minha ideia é falar sobre jogos que estão sendo desenvolvidos aqui em Natal/RN e divulgar o trabalho desse pessoal que rala muito para apresentar algo bem feito.

Isso partiu do momento em que eu notei ter muitos amigos gamers que sequer imaginavam que existiam pessoas em Natal criando e produzindo jogos e por eu sempre notar uma necessidade de dar mais visibilidade para a galera do gamedev daqui.

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O jogo

Imagem: Press Kit / Pippin Games

Kawaii Deathu Desu é um jogo casual beat’em up criado pela desenvolvedora Pippin Games, sedeada em Natal, onde você controla seres sobrenaturais que disputam o trono do submundo deixado pela Morte.

Para isso, as personagens devem conquistar uma enorme quantidade de almas fiéis. A melhor maneira de conseguir roubar essas almas é incorporando idols da cultura pop japonesa e atraindo fãs através de performances artísticas.

Nesse contexto, cada fase é ambientada num show diferente, onde você pontua coletando almas, que podem servir para liberar outros conteúdos dentro do jogo. Como por exemplo, desbloquear novas personagens, subi-las de nível e comprar novas vestimentas.

Atualmente, o jogo conta com 6 idols utilizáveis e três modos de jogo diferentes: normal, difícil e insano. Nos dois primeiros, você deve matar os fãs e sobreviver até o tempo se esgotar. No insano, não há limite de tempo e você deve ir somando pontos, que ficam disponíveis em um placar, caso você queira superar seus recordes.

Print do jogo tirado por mim

São três cenários diferentes para cada país que as personagens visitam. Você começa no Japão e, para ir liberando mais ambientes, precisa vencer os modos “fácil” de cada fase.

Print do jogo tirado por mim

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Minha opinião

Atualmente, estou jogando e, na primeira impressão que tive, é de que ficaria entediante ter que jogar várias vezes para liberar as fases seguintes.

Realmente, em certo ponto pode ser desestimulante, caso você tenha dificuldade de passar por algumas fases, mas eu notei que somar almas para ir liberando as personagens e evoluindo-as deixava a experiência divertida.

O balanceamento do nível das personagens com o nível das fases deve ter sido complicado de fazer e, até onde joguei, estava bom. Porém, vez ou outra algumas fases ficam bem difíceis, por mais que eu “upasse” a idol (eu quase tive que destruir meu teclado na primeira fase da China).

A jogabilidade do KDD é simples e mais que suficiente. Você só precisa apertar dois botões: atacar para um lado e atacar para o outro e pressionar os dois juntos para soltar o especial.

gif: Press Kit / Pippin Games

Numa versão para mobile (que era o que se propunha a ser, no início do projeto), o game com certeza vai ficar mais interessante, por ser tranquilo de jogar.

As personagens são bem construídas, cada uma é um tipo de ser sobrenatural diferente e os ataques são baseados nisso. No entanto, ainda sinto falta de uma incorporação da narrativa ou motivação de cada uma delas dentro do jogo.

O visual (cenário, design de personagem, direção de arte e animação) é ótimo. Feito no estilo anime, em pixel art (que está em alta no cenário indie). Eu sinto que tudo foi muito bem ambientado e construído para casar com a representação do local (país) de cada estágio.

O mesmo vale para o sound design, pois todas as músicas combinam demais com cada cenário. As vozes das personagens e os efeitos sonoros também estão condizentes com o que o jogo quer passar.

A experiência tem sido boa. Muitas vezes deixo de jogar algo ou passo o meu tempo livre upando minhas personagens. É o tipo de jogo que, com certeza, eu ficaria viciado no celular.

Você pode comprar esse jogo por R$8,69 na Steam e contribuir com o trabalho dessa galera talentosa.

Acesse: https://store.steampowered.com/app/1102880/Kawaii_Deathu_Desu/

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Por trás do jogo

Publicado pela Top Hat Studios, o Kawaii Deathu Desu foi lançado em 30 de Agosto para computador, mas em breve estará disponível para mobile e em outras plataformas… até para Nintendo Switch os membros da Pippin têm planejado.

Atrás dessa ideia bem legal, está a Pippin Games — desenvolvedora independente de jogos voltados para o casual/midcore com temas divertidos — , formada por quatro membros:

Ricardo Luiz
CEO, Produtor e Programador

George Franklin
Artista, Animador 2d, Designer Gráfico e Lead Artist

Daniel Geber
Compositor, Sound Designer e Publicista

Saulo Daniel
Artista, Animador 2d, Programador and Lead Tecnical

A Pippin Games possui outros jogos e projetos. Você pode saber mais sobre eles acessando: https://pippingames.com/

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Caso tenha interesse em saber mais sobre desenvolvimento independente de jogos em Natal/RN, conheça a comunidade de gamedev do estado, o PONG:
http://www.pongrn.com.br/

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Marcus Arboés
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Written by Marcus Arboés

Aqui é um pouco de mim, sem amarras. Falo do que me empolga.

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