RPGs diferentes e inusitados

Marcus Arboés
4 min readNov 21, 2019

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Arte: autor desconhecido

A maioria das aventuras de RPG de mesa jogadas no mundo englobam fantasia medieval, como Dungeon’s and Dragons, Tormenta e outros ambientes em sistemas dominados em vários países.

Além do medieval, existem os RPGs de vampiro, terror, apocalíptico, cyberpunk, steampunk e Pokémon, que rodeiam na lista dos preferidos… sem esquecer do Roleplay da internet, onde pessoas interpretam personagens, que interagem com os outros em diversas temáticas.

Porém, as pessoas associam muito a imagem do RPG ao medieval e, quem já tá inserido, a esses outros cenários.

Mas RPG é um universo que te dá a liberdade de criar.

Durante toda a minha infância e adolescência, tive a oportunidade de jogar e narrar várias aventuras em cenários completamente inusitados, que não se vêem sendo jogado por aí.

RPG de Futebol.

Futebol sempre foi uma das minhas maiores paixões, e do meu irmão mais novo também. Durante a nossa infância, o jogo que unia vários gostos nossos era o Captain Tsubasa para Gameboy ou para SNES.

Então decidimos criar um RPG onde eu narrava uma carreira de futebol para ele, que começava nas categorias de base de um clube e ele tinha que tomar várias decisões.

A ficha era criada considerando atributos dos jogos de futebol da vida real, utilizamos até a ajuda do PES 2010 para saber quais tipos de características poderiam ser pontuadas na criação do atleta.

A parte mais emocionante eram as partidas. Os dados decidiam se você faria um gol ou driblaria um zagueiro. Existiam graus de dificuldades em um sistema muito bem definido para crianças de 12 e 10 anos de idade.

Depois, outros amigos chegaram a jogar RPG de futebol comigo, e era realmente muito divertido vê-los tomando suas decisões como jogadores.

Acredito que, até hoje, meu irmão Guime nunca vai se esquecer do seu rival “Sinor”.

RPG de Yu-gi-oh!.

Esse foi bem diferente e, infelizmente, só cheguei a narrar uma vez para dois amigos meus.

Além deles tomarem decisões e usarem o poder de suas cartas do baralho (real) para os desafios, eles tinham que duelar. Então nós realmente separávamos várias cartas e os baralhos para deixar a aventura mais intensa.

Era divertido, até a hora em que se tornou super repetitivo e nós não tínhamos mais tantas caras e eu, aos 12 anos, não tinha tanta criatividade.

RPG de Death Note.

RPG de Anime é algo completamente comum. O sistema 3D&T é conhecido pro ser super adaptável para vários animes shonen. Eu mesmo, mestrei Naruto, Saint Seiya, Pokémon, Fairy Tail e muitos outros.

Mas aventura mais maluca de anime que eu já joguei, foi de um seinen. Fizemos um simulado de Death Note, onde todos os jogadores tinham alguém dentro da equipe de polícia participando da investigação do Kira. Porém, um de nós era o Kira e ninguém sabia quem. O jogo começava com a primeira deixa de suspeita do assassino fazer parte da equipe policial.

A gente demorou duas sessões pra desvendar e, nisso, 9 NPCs e dois personagens morreram. Foi bem diferente, mas, infelizmente, não tenho mais contato com a pessoa que narrou.

RPG de Idol.

Esse eu narrei pela internet. Era muito mais interpretativo e nós usávamos um aplicativo para rolar um d6, que influenciava em alguns acontecimentos.

A garota para quem narrei controlava uma jovem estrela em ascenção no Japão, que tinha que fazer várias escolhas e passar nos testes de performance dos seus shows.

Tinha um pouco de romance inserido no jogo, então ela podia conhecer outros personagens, interagir e ver de que forma ela os conquistava e vice-versa, em um sistema predefinido de pontos.

RPG POOP one-shot.

Realmente não sei como classificar esse tipo de RPG, mas esse é o nome mais adequado. Nele, os dados só importam para decidir de que maneira o jogador vai se ferrar.

Sempre que me reúno em confraternização com alguns grupos de amigos, a gente costuma jogar RPGs com histórias absurdas, sejam engraças, de terror, qualquer porcaria, mas que fossem totalmente bizarras e acontecessem coisas completamente sem sentido. Geralmente essas jogatinas contam com personagens icônicos aparecendo como NPCs — um último exemplo disso foi eu ter colocado o Salsicha do Scooby-Doo, como um atendente de um Hotel.

É um RPG idiota, onde a única motivação é todo mundo sair rindo e surpreso com algum plot twist tosco no final.

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Bom, tem vários tipos de RPG não convencionais que as pessoas jogam ao redor do mundo. Eu tenho muitas outras, que não destrinchei, como o RPG de Ben 10, de Sailor Moon, de vida escolar e muito mais.

Espero que lendo isso você se recorde de aventuras engraçadas e diferentes que jogou com seus amigos ou que tenha aberto mais a sua mente em relação a como o mundo do RPG é vasto!

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Written by Marcus Arboés

Aqui é um pouco de mim, sem amarras. Falo do que me empolga.

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